Mudanças no ensino médio

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 Mudanças no ensino médio
Foto: Divulgação

 Mudanças no ensino médio


O Governo Federal encaminhou ao Congresso Nacional, no dia 22 de setembro, uma Medida Provisória (MP) que pretende reformular o ensino médio no país. Com o objetivo de reduzir os altos índices de evasão escolar e tornar essa fase mais atrativa, a MP propõe ensino em tempo integral, não obrigatoriedade de disciplinas como artes, educação física, filosofia e sociologia, contratação de “profissionais de notório saber” para dar aulas, entre outros conceitos que estão gerando muita polêmica.
Descontentes com a proposta, milhares de alunos em boa parte do país ocuparam escolas para mostrar sua indignação. Em alguns estados, as manifestações implicaram até no adiamento das provas do Enem. Mas afinal, essa mudança trará resultados mais positivos ou negativos?
Para os estudantes do Ensino Médio da ETEC Cerquilho Luana Prudente, Beatriz Bertin e Alisson Alves Fachin, é preciso sim haver uma reformulação, no entanto, a alternativa proposta pelo governo não os agrada, pois, alunos, professores e outros profissionais da educação não foram consultados.
“Essa medida vem junto com um Projeto de Lei e a PEC que visa uma redução dos gastos, porém, para que haja uma reforma é preciso um grande investimento na educação. Essa mudança tem que ser muito bem pensada e estudada por profissionais da área”, afirmam.
Assim como outros colegas, eles concordam que atualmente o Ensino Médio não é atrativo para os adolescentes e descrevem o que poderia ser feito para modificar essa situação, “tem que haver uma mudança estrutural e ela deve começar ainda no Ensino Fundamental. Seria interessante ter a integração dos componentes curriculares e não a exclusão. Além disso, disciplinas como teatro e música deveriam ser oferecidas para chamar a atenção dos jovens”.
Para Marcelo Pinto, Professor de Língua Portuguesa e atual vice-diretor da E. E. Presidente Arthur da Silva Bernardes, da forma como foi anunciada e imposta, o projeto de reformulação apresenta mais pontos negativos que positivos. “Essa mudança tem de ser muito bem pensada e discutida com profissionais da educação, estudantes e comunidade escolar para se articular uma reforma que não cause impactos, nem prejudique estudantes e professores, pois se trata de uma reformulação complexa que envolve vários fatores e segmentos da educação”, pontua.
Embora o projeto ainda não tenha sido concretizado, se for aprovado, o professor de língua portuguesa ressalta que certamente ele prejudicará a formação dos alunos, “apesar de ser fragmentado e engessado, o currículo é a base que nossos professores foram formados, para isto haveria que se pensar também na atualização dos professores, na formação dos novos profissionais, no material a ser utilizado, se haveria a concordância dos professores que estão atuando, e todas estas divergências refletirão na sala de aula e na formação dos alunos”.
Finalizando, o vice-diretor acredita que para tornar a educação mais atrativa e trazer os adolescentes para a escola, é preciso a revalorização da escola urgente, o incentivo do governo investindo em infraestrutura e atualização dos professores, projetos pedagógicos consistentes e envolventes e o estímulo da família.


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