Grupo Santa Edwiges

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Grupo Santa Edwiges
Foto: Aylton Pereira

Grupo Santa Edwiges


Em 2016, o Grupo Santa Edwiges completou 41 anos de história com uma trajetória construída com muito trabalho, dedicação e respeito. Seu presidente, João David Mazer acompanhou de perto toda a evolução do setor gráfico enquanto vivenciava seu próprio crescimento como empreendedor.
Orgulhoso em contar com o empenho dos filhos Roberto Mazzer Neto e Renata Brugnerotto Mazzer, que já estão a frente dos negócios, nessa entrevista, João se emociona, relembra as dificuldades enfrentadas no passado e revela quais são os sonhos e planos para o futuro da empresa.

1. Fazendo uma viagem ao passado, conte-nos como surgiu a oportunidade de trabalhar no setor gráfico até a criação do Grupo Santa Edwiges.
João: Aos 14 anos de idade, comecei a trabalhar na Gráfica Coan Pires em Tietê. Anos depois, trabalhei na Gráfica Progresso do Oeste em Cerquilho e foi nesse período que descobri o talento de vendedor. Propus ao meu patrão utilizar uma hora do meu almoço para vender os serviços da gráfica no comércio de Tietê e, pouco tempo depois, ele aceitou. Em apenas dois meses, passei a ganhar mais com as minhas comissões do que com o próprio salário.
A convite de um amigo, passei a ser sócio de uma empresa que fazia convites para casamento e calendários. Após alguns anos, o sócio decidiu encerrar a sociedade. Foi, então, que tive a ideia de abrir meu próprio negócio e assim o fiz.
O ano era 1975, eu tinha 21 anos e vi no jornal O Estadão um anúncio de uma gráfica em Itatinga que estava vendendo seus equipamentos. Fiz um financiamento, comprei as máquinas, aluguei um espaço pequeno e junto com dois amigos, iniciamos as atividades da gráfica Santa Edwiges.
Nós não tínhamos recursos financeiros, o maquinário era financiado e o prédio alugado, precisei fazer uma dívida para montar o negócio. Diante desse cenário, a mãe de um dos sócios sugeriu colocar o nome da gráfica de Santa Edwiges, pois, ela é a protetora dos pobres e endividados. Nós aceitamos na hora e hoje sou muito devoto a ela.
No primeiro ano da gráfica, cheguei a ficar três ou quatro dias sem voltar para casa. Dormia nas resmas de papel, tomava banho num chuveiro improvisado e trabalhava dia e noite para dar conta do serviço.
O primeiro endereço foi na Rua do Comércio, depois na rua Rafael de Campos, Lara Campos e Bom Jesus. E, só após um ano, conseguimos contratar o primeiro colaborador.
Sempre fui um investidor. Tinha o desejo de crescer na vida, gerar empregos e me tornar um empreendedor para me completar como pessoa.
A evolução foi muito difícil, vivemos várias crises e, ano a ano, lutamos contra isso. Mesmo com todas as dificuldades, nunca deixei de acreditar no amanhã, num futuro melhor.
O Grupo Santa Edwiges é uma empresa séria e que se preocupa muito com as questões ambientais. Seguimos com nossas atividades sempre respeitando o meio ambiente.
Atualmente, possuímos mais de 100 colaboradores em três unidades, a Santa Edwiges (Promocional: catálogos, folders, malas diretas e projetos especiais), a Prima Idea (Editorial: revistas, livros e alguns jornais) e a Linha Impressa (Digital: materiais digitais e/ou personalizados) localizada em Piracicaba.

2. Como é o dia a dia de trabalho no Grupo Santa Edwiges?
João e Roberto: Nossos dias são bastante dinâmicos, especialmente no que concerne à programação e logística, pois produzimos cerca de 300 trabalhos diferentes todo mês, entregues, com condução própria, numa área bastante abrangente. Todos estes trabalhos são personalizados, o que não nos permite formar estoque de produtos acabados.
Hoje em dia, processamos entre 120 e 150 toneladas de papel por mês, valendo-nos de uma moderna estrutura produtiva, que nos garante uma vantagem competitiva muita boa na produção de materiais editoriais e promocionais.
Geograficamente falando, somos uma referência no interior de São Paulo, principalmente na região que abrange os municípios de Sorocaba, Piracicaba, Itu, Salto, Campinas e cidades do entorno. Isso sem falar nos polos secundários, como Bauru, São José dos Campos, Ribeirão Preto e a própria capital, São Paulo.
Nossa meta sempre foi buscar projetos ousados, priorizar as novas tecnologias e a qualidade dos produtos, tanto que isso se tornou nosso slogan, “Ter qualidade não é pecado”.

3. Que avaliação vocês fazem do setor gráfico diante do atual momento do país?
Roberto: Desde 2008, a partir da crise do subprime nos EUA, o setor gráfico offset vem enfrentando uma série de desafios. Resumidamente, podemos dizer que a oferta ficou muito acima da demanda por alguns motivos e que boa parte dos nossos bons concorrentes não existem mais. No final, a crise precipitou um processo de deterioração natural do gráfico offset convencional.
João: Digo que essa é a pior crise que já enfrentei em mais de 40 anos de atuação no setor, pois dessa vez, além dos problemas de mercado, há um grande descrédito da sociedade em si e em relação aos governantes. Tudo isso gera um clima pessimista muito ruim.
Acredito que todas as pessoas deveriam ter sonhos e serem otimistas. Mesmo nesse período de crise, fizemos um grande investimento, afinal, sempre acreditei num amanhã melhor, apesar de todas as dificuldades.

4. Nesses 41 anos de história o setor gráfico evoluiu muito. Como foi vivenciar tudo isso?
João: A evolução foi muito grande e a cada dia que passa vemos uma nova tecnologia chegando. Eu assisti, presenciei e evolui junto. Sou apaixonado pelo segmento gráfico e digo que cada projeto é aguardado com muita ansiedade, como se fosse um filho mesmo e todos eles se traduzem na minha realização profissional.

5. Recentemente, a Gráfica Santa Edwiges mudou de endereço e agora se encontra em uma ampla e moderna instalação. Porque essa mudança se fez necessária e quais benefícios ela proporcionou?
João e Roberto: Estávamos no prédio antigo há 20 anos e durante esse tempo as necessidades mudaram, o crescimento veio e acabou nos sufocando no que diz respeito ao espaço e a própria estrutura física, que é, e muitas vezes foi, determinante para efetivar algumas vendas.
Iniciamos a construção em 2013 e agora temos um prédio de quase 5.000 m² que nos garante uma eficiência produtiva muito maior. Nós precisávamos de uma estrutura física a altura dos produtos que o Grupo Santa Edwiges entrega no mercado.

6. Pensando nos próximos anos, quais são os sonhos?
Roberto: Num futuro próximo, vamos realizar mais investimentos no prédio para ter uma estrutura física ainda mais adequada e assim melhorar os processos e o atendimento aos nossos clientes. Também estamos remodelando nossas marcas, para que nossos logos e slogan sejam mais modernos e condizentes com o nosso posicionamento estratégico.
Divulgando em primeira mão na revista Fique em Evidência, até o fim do ano devemos lançar uma nova marca de gráfica virtual, a Santo Impresso, almejando vender na grande rede.

7. Para finalizar, como se sente vendo seus filhos seguindo seus passos e dando continuidade ao trabalho que você iniciou?
João: Meus filhos me deram essa alegria, essa é a minha maior realização de vida e eu me emociono de verdade. Construí uma história muito bonita e eles vão dar continuidade a ela. O Roberto me acompanha desde pequeno e viveu grande parte dessa evolução.
Sou filho de um lavrador e graças a Deus pude proporcionar bons estudos aos meus dois filhos. Trabalhei dia e noite e agora me sinto agraciado por vê-los dando continuidade ao negócio.
Toda essa história ficará eternizada em um livro, lançado em breve e desejo que meu neto, que amo de paixão, também siga esse mesmo caminho.

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