Taxas futuras de juros recuam com dólar fraco e pesquisa Datafolha

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Os juros futuros operam em queda moderada na manhã desta quinta-feira, 11, reagindo à pesquisa Datafolha mostrando vantagem de 16 pontos porcentuais para Jair Bolsonaro (PSL) em relação a Fernando Haddad (PT), segundo um operador de renda fixa. A sondagem, divulgada na noite desta quarta-feira, 10, a primeira do instituto no segundo turno, mostra o capitão reformado com 58% dos votos válidos contra 42% de Haddad.

O movimento dos ativos locais se dá em linha com a desvalorização do dólar, que também recua em relação a outras moedas emergentes e ligadas a commodities. No exterior, a aversão ao risco persiste, com nova queda forte das bolsas em meio a receios de aperto monetário mais rigoroso nos EUA, além de maiores tensões comerciais entre EUA e China e perspectivas de expansão econômica global mais fraca.

Na quarta-feira, as taxas de juros fecharam em alta assim como o dólar, refletindo a cautela internacional além de desconforto com declarações do candidato do PSL indicando recuo em relação a reformas e privatizações. Ainda assim, a curva de juros segue precificando chance maior de manutenção da Selic em 6,50% no Copom deste mês refletindo o menor risco eleitoral.

Em entrevista nesta quarta à RecordTV, Bolsonaro voltou a sinalizar ser contrário às privatizações do setor elétrico e de bancos estatais, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Ele disse ainda que "botou na mesa" a questão para Paulo Guedes, economista que o assessora. "Eu cheguei e disse: 'Paulo, o que a gente precisa é de um dólar compatível, uma taxa de juros menor possível, pagar a dívida interna, privatizar alguma coisa, não é tudo. Vamos preservar aqui o setor elétrico, Furnas, Banco do Brasil, Caixa Econômica'", contou o candidato à emissora.

O presidenciável afirmou que Guedes tem carta branca para formular propostas, mas que somente "bate o martelo" depois de falar com ele.

Nesta quinta, o mercado digere o desempenho das vendas no varejo de agosto, já divulgado, e aguarda pelo leilão de LTN, NTN-F e LFT do Tesouro (11h).

As vendas do comércio varejista subiram 1,3% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal, segundo o IBGE. O resultado veio acima da mediana das estimativas, de 0,1%, e dentro do intervalo das previsões dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que ia de uma queda de 0,7% a avanço de 1,6%.

Na comparação com agosto de 2017, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 4,1% em agosto de 2018. Nesse confronto, superaram o teto do intervalo das projeções, que iam de uma queda de 1,0% a expansão de 3,0%, com mediana positiva em 1,2%.

As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 2,6% no ano. No acumulado em 12 meses, houve avanço de 3,3%.

Às 9h39 desta quinta-feira, o DI para janeiro de 2020 exibia 7,58%, de 7,71% no ajuste de quarta. O DI para janeiro de 2021 estava em 8,65%, de 8,76%, enquanto o vencimento para janeiro de 2023 estava em 9,95%, de 10,06% no ajuste anterior. No câmbio, o dólar à vista caía 1,11%, a R$ 3,7212. O dólar futuro de novembro recuava 0,92%, a R$ 3,7275.

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