Taxas futuras de juros passam a cair na esteira do dólar

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As taxas futuras de juros passaram a cair em linha com o dólar, após terem oscilado perto da estabilidade nos primeiros negócios desta quinta-feira, 12. A princípio, as preocupações com o quadro fiscal brasileiro foram ponderadas em meio ao recuo do dólar ante o real.

Analistas preveem piora do quadro fiscal do País para 2019 com a aprovação pelo Congresso Nacional da LDO, que poderá elevar o déficit das contas públicas em até R$ 100 bilhões para os próximos ano. No entanto, o dólar ampliou sua baixa no mercado local, em linha com movimento paralelo no exterior, após os dados de inflação ao consumidor dos Estados Unidos pouco abaixo do esperado em junho ante maio, conduzindo as taxas futuras para o lado negativo.

Nos EUA, o CPI subiu 0,1% em junho ante maio, abaixo da previsão +0,2%. Na comparação anual, O CPI avançou 2,9% em junho, em linha com a previsão dos analistas. Já o núcleo do CPI subiu 2,3% na comparação anual de junho, também em linha com a estimativa do mercado.

Lá fora, a moeda americana se enfraqueceu ante divisas fortes e passou a cair ante o euro depois da divulgação da inflação ao consumidor dos EUA. Às 9h50, o euro subia a US$ 1,1676 e o dólar avançava a 112,45 ienes. Também a libra se fortaleceu e subiu ante o dólar, reagindo à publicação do Livro Branco do governo britânico, documento com detalhes sobre seu plano em referência à futura relação econômica com a União Europeia (UE), após saída do bloco (Brexit), pedindo pelo livre comércio no setor de bens e alimentos com o bloco. A libra subia a US$ 1,3224, de US$ 1,3205 no final da tarde desta quarta-feira, 11.

Na abertura da sessão, os investidores monitoraram os dados de vendas no varejo País, que não tiveram impacto aparente na precificação da taxa de câmbio. As vendas do comércio varejista caíram 0,6% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, ficando dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast (-3,9% a +0,1%, com mediana negativa de 0,7%).

Na comparação com maio de 2017, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 2,7% em maio de 2018. Nesse confronto, as projeções iam de uma queda de 4,9% a alta de 4,6%, com mediana positiva de 2,8%. As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 3,2% no ano. No acumulado em 12 meses, houve avanço de 3,7%.

Às 9h50 desta quinta-feira, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 indicava 8,13%, ante máxima na abertura em 8,20%, igual ao ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 estava em 9,12%, ante máxima em 9,19%, de 9,18% no ajuste anterior. No mercado de câmbio, o dólar à vista caía 0,76%, aos R$ 3,8472. O dólar futuro de agosto recuava 0,78%, aos R$ 3,8555.

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