The Baggios se despede do brutal disco 'Brutown'

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Por dois anos, o The Baggios viveu o mundo bruto como ele é. Com Brutown, o terceiro álbum do então duo de Sergipe, formado por Julio Andrade (voz e guitarra) e a Gabriel Carvalho (bateria), os rapazes chegaram aos Estados Unidos e Canadá pela primeira vez. Foram também indicados para o Grammy Latino na categoria de melhor álbum de rock brasileiro. Viraram oficialmente um trio com a adição de Rafael Ramos nos teclados. Também rodaram o País - "falta só a Região Norte", lembra Julio.

"Parece que foi muito rápido, né?", brinca ele. "Alcançamos muita coisa com esse disco." O ciclo de Brutown está quase encerrado. Em São Paulo, a última apresentação será nesta quinta-feira, 12 de julho, no Sesc Pompeia. Serão acompanhados, no palco, por uma dupla de metais. Depois disso, eles ainda se apresentam em Sergipe para uma performance derradeira.
Com o EP Juliana - um precioso compacto com três canções, entre elas, a faixa-título, uma facada cega sobre a morte da irmã de Julio, vítima de um feminicídio -, o Baggios iniciou o processo de transição para dar o salto do terceiro para o quarto álbum. Partem, logo, para o estúdio Toca do Bandido, no Rio de Janeiro. O disco deve chegar às plataformas digitais entre setembro e outubro deste ano.

O caminho, agora, segue por um momento "pós-Brutown", no qual a brutalidade e o caos que gritavam ruidosamente no álbum anterior, provocam um desejo de afastamento. "Era um disco que trazia um grito, uma revolta contra as questões urbanas", explica Julio, que se diz influenciado pelo blues desértico do Tinariwen e Bombino. "O novo é mais introspectivo, a busca por autoconhecimento e de contato com a natureza."


THE BAGGIOS
Sesc Pompeia. Comedoria.
Rua Clélia, 93, Pompeia,
tel. 3871-7700. 5ª (12),
às 21h30. R$ 6 a R$ 20.


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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