Entrevista com o ator Caio Paduan

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Entrevista com o ator Caio Paduan
Foto: Leo Fagherazzi

Entrevista com o ator Caio Paduan


Carioca, ator de sucesso e sonhador Caio Paduan tem 31 anos e acabou de interpretar um dos maiores personagens em toda sua carreira. Os primeiros passos como intérprete surgiu desde criança no Teatro, onde sua paixão por atuar foi descoberta. Quando interpretava o Rei Arthur, na peça “Avalon”, Caio foi descoberto por um produtor que o convidou para realizar testes para televisão.

A sua grande estreia na televisão foi no ano de 2011, sendo o protagonista Gabriel na novela Malhação. Após esse período iniciou mais um trabalho de sucesso em “Além do Tempo”, onde interpretou o romântico assíduo, Afonso. Já no ano de 2016 protagonizou o temido vilão Alex, na novela “Rock Story”. E no momento, seu último e maior trabalho nas telas da TV foi na trama “O Outro Lado do Paraíso”, onde deu vida ao delegado Bruno.

No cinema, ele fez dois papéis importantes em sua carreira, nos curtas-metragens “Catarse” e “Sobre Papéis”, ambos no ano de 2014. Almejando carreira internacional, no ano de 2017, o ator foi cotado pela emissora FOX para ser um dos protagonistas do longa “X-Men”, o Mancha Solar.

1. Você acaba de interpretar um personagem que rompeu obstáculos para ficar com a mulher amada. Você acredita que existe ainda o racismo? Situações como essas retratadas em novelas contribuem para o fim do preconceito?

Não é segredo que o Brasil ainda é um país racista, homofóbico, machista... A história do Bruno e da Raquel pode ser a de muitos casais por aí, não acho difícil. A mensagem que tentamos transmitir através da novela é, sim, para tentar ir eliminando esse problema, mas é muito mais profundo. Para que aconteça o fim do preconceito precisamos que cada indivíduo passe por uma reforma íntima. Não é tão simples, mas a arte com certeza é um canal para transformar.


2. A sua estreia foi na novela Malhação, como é crescer como ator em cada novo papel? Você prefere ser o vilão ou o mocinho?

É muito gratificante fazer parte de projetos tão importantes que só aumentam o meu conhecimento e, consequentemente, me faz crescer como profissional e pessoa. Eu tenho muito orgulho do que conquistei até agora, pois foi com muito esforço, dedicação e determinação. Cada vez mais temos visto personagens com uma dualidade muito interessante, tanto o vilão como o mocinho, possui um lado negativo e positivo. O que importa para mim é ter boas histórias para contar, com mensagens importantes.

3. Buscando carreira internacional, você quase conseguiu o papel do Mancha Solar em X-Men. Você ainda deseja seguir passos fora do Brasil? Como é buscar essa experiência internacional?

Eu quero sim uma carreira internacional, mas sei que é algo que leva tempo e dedicação. Não acontece do dia para a noite. A experiência que tive no teste para o Mancha Solar foi muito importante para mim, e saber que o mercado em que estou de olho também está olhando para mim é muito gratificante. E se tem algo que aprendi nessa profissão é que tudo acontece no momento certo, desde que a gente mantenha o foco e a dedicação.

4. A sua vida pessoal sempre é destaque nas mídias, como você lida com o assédio? Isso te incomoda em algum aspecto?

Eu lido de forma tranquila com esse assédio, pois sei que é uma consequência da minha profissão. No combo de qualquer artista tem uma dose de exposição, é natural. Eu tento usar dessa voz que tenho para dar luz a assuntos que considero importantes, assim mantenho a parte negativa de lado.

5. No meio artístico, quem foi o seu grande inspirador e ídolo?

Eu tenho várias inspirações, tanto nacionais quanto internacionais. Uma pessoa que sempre admirei bastante o trabalho e agora tenho a honra de contracenar é o Leopoldo Pacheco. Acho ele muito brilhante no que faz. Mas tenho inspirações como Jude Law, Leonardo DiCaprio e Anthony Hopkins também.

6. Após o fim da novela, quais são os seus planos e projetos no meio artístico?

Agora eu sigo com a peça “O Leão no Inverno”, aonde faço um dos protagonistas, Ricardo Coração de Leão. É uma peça muito atemporal, que fala sobre o jogo de poder dentro de uma família real. Contraceno junto com Leopoldo Pacheco e Regina Duarte, então estou no momento muito realizado. Também tenho alguns longas para rodar nesse semestre, mas não posso falar muito sobre ainda.

7. E sobre sonhos, qual é o maior deles que você almeja alcançar?

Ah, eu tenho vários. A carreira internacional definitivamente está entre os meus sonhos, mas também quero me destacar ainda mais nacionalmente, quero fazer projetos desafiadores que me tirem da zona de conforto profissional e pessoal.

8. Para os seus fãs, que recado você deixa para eles?

Eu adoro cada um deles, sei da importância dos fãs na vida de um artista e sou muito grato pelo carinho de todos. Cada personagem que faço também é pensando no público e no que eu posso adicionar cada vez mais na vida deles.

Texto publicado na Revista Fique em Evidência - Edição 83 - Junho/Julho 2018, escrito por Luana Andrade Fotos: Leo Fagherazzi.

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