Dólar alterna sinais com influência externa e fecha em alta de 0,11%

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O dólar alternou pequenas altas e baixas ao longo de toda a sessão de negócios desta terça-feira, 13, tendo o cenário internacional como principal referência. A moeda americana fechou cotada a R$ 3,2615 no mercado à vista, em alta de 0,11%. Profissionais de câmbio afirmam que o mercado vem trabalhando em compasso de espera e, enquanto aguarda a reunião do Federal Reserve, na próxima semana, responde a variáveis menores, que possam sinalizar qual será o tom da política monetária dos Estados Unidos.

Nesse contexto, a principal notícia do dia foi o resultado da inflação no varejo americano (o CPI), divulgado pela manhã, que em linhas gerais foi bem recebido pelo mercado local, reforçando a expectativa de gradualismo na política monetária do Fed. "O mercado tem sido pequeno, em função da expectativa por números dos Estados Unidos que possam antecipar qual será a linha do Fed. Passada a divulgação da inflação no varejo, hoje pela manhã, as expectativas já se voltaram à inflação no atacado, amanhã", disse Hideaki Iha, operador da Fair Corretora.

Os números do Departamento do Trabalho norte-americano apontaram alta de 0,2% do CPI em fevereiro, na margem, mostrando desaceleração em relação à alta mensal de janeiro (+0,5%). Na comparação anual, o CPI subiu 2,2%, abaixo da previsão de alta de 2,3%. O núcleo do CPI, que exclui itens voláteis, como alimentos e energia, desacelerou para 0,2%, de 0,3% em janeiro. Na comparação anual, houve alta de 1,8%, abaixo da previsão de 1,9%.

Ainda no cenário norte-americano, a demissão do secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, abriu espaço para desconforto e alguma volatilidade nos ativos. Esta foi a segunda baixa no governo Donald Trump em poucos dias. Na semana passada, Gary Cohn, diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, renunciou ao cargo. As demissões ocorrem no momento em que Trump se inclina a medidas protecionistas, como a sobretaxação da importação do aço e do alumínio.

Na última hora de negócios, as bolsas de Nova York aprofundaram as quedas e o dólar se fortaleceu ante moedas de países emergentes, com temores de que a saída de Tillerson aumente as chances de um guerra comercial entre EUA e China. Na segunda-feira (12), o presidente Donald Trump impediu a aquisição da fabricante de chips americana Qualcomm pela gigante chinesa Broadcom. A notícia, somada à saída de Tillerson, aumentou os temores sobre medidas protecionistas nos EUA. A maior aversão ao risco no final dos negócios levou o dólar à vista à máxima intraday, de R$ 3,2655 (+0,24%).

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