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Bovespa sobe à espera do Copom e com rescaldo de Petrobras

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A Bolsa brasileira abriu em forte alta nesta terça-feira, 10, em um cenário interno de dólar em queda frente ao real e juros rondando os ajustes do dia anterior, mesmo no primeiro dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

O Ibovespa abriu na máxima e, há instantes, mostrava alta de 1,02%, já se firmando no patamar dos 62.000 pontos (62.330,92 pontos). O movimento positivo é puxado fortemente pelas empresas ligadas às commodities com Petrobras subindo 3,00% (ON) e 1,89% (PN) e Vale 4,53% (ON) e 4,06% (PNA).

Sem muitas novidades vindas do exterior, o mercado de renda variável volta os olhos para a cena doméstica e a expectativa pela decisão do Copom, na quarta-feira, pode pautar parte dos negócios na Bovespa nesta terça.

O entendimento é que, com o juro menor, abre-se o espaço para mais consumo e, nesse sentido, as empresas ligadas ao setor de varejo saem fortalecidas. Esse movimento positivo já foi percebido na segunda nas ações de companhias como Natura, Localiza e BR Malls, citam operadores.

"A perspectiva do aumento do ritmo de queda da taxa de juros deve favorecer as ações das empresas mais sensíveis ao consumo", ressalta Nicolas Takeo, analista de renda variável da Socopa.

Os dados positivos do varejo divulgados mais cedo pelo IBGE também corroboram para a apreciação dos papéis das empresas. As vendas do comércio varejista subiram 2% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal. O resultado veio melhor que o teto do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 1,00% a alta de 1,40%, com mediana positiva de 0,30%.

A emissão de dívida no exterior pela Petrobras, que foi bem-sucedida, também deve refletir positivamente nos negócios deste pregão. Para Raphael Figueredo, analista da Clear Corretora, a emissão foi relevante não apenas para a companhia, mas para a imagem das empresas brasileiras no exterior, mostrando mudança significativa do padrão corporativo. "Há apetite e entrada de capital estrangeiro na bolsa e, com isso, hoje temos dólar para baixo e bolsa para cima."

Figueredo nota ainda que o minério de ferro, com alta de mais de 2% no mercado à vista na China, deve continuar a impulsionar ações da Vale e siderúrgicas correlatas.

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